cirurgia câncer de pele

Cirurgia para câncer de pele: conheça os riscos e benefícios desse tratamento

Toda cirurgia tem risco, independente do seu porte. As cirurgias para retirada de câncer de pele têm baixo risco de complicações de uma maneira geral, pois normalmente são realizados com anestesia local associada a sedação (remédio feito na veia para o paciente dormir).

Quando a lesão é muito pequena e se localiza numa área não tão delicada, como pescoço, ombro, tórax ou braços, da até para dispensar a sedação e fazer apenas infiltração de anestésico local. Já para aqueles tumores maiores, localizados em regiões delicadas como pálpebras, canto do olho, nariz e pavilhão auricular, os pacientes devem ser sedados e, em alguns casos, podemos abrir mão de anestesia geral.

Os principais riscos inerentes ao procedimento são sangramento e infecção. Áreas como face e couro cabeludo são muito vascularizados, possuem muitas veias e artérias, que podem apresentar sangramento durante e após a cirurgia. Obviamente existe todo um cuidado e controle local para evitar que isso aconteça. Mas se acontecer devemos intervir e já fazer uma reabordagem cirúrgica quando necessário para conter o sangramento.

A infecção de ferida operatória não é tão comum, mas pode ocorrer. Geralmente aparece nos primeiros dias após a cirurgia, se manifestando com quebra de pontos, causando uma abertura parcial ou total da cicatriz, e saída de secreção fina amarelada ou purulenta. Ao menor de sinal de infecção você deve informar imediatamente ao seu médico que operou para que sejam feitas as orientações necessárias.

Normalmente orientamos iniciar, ampliar ou trocar a cobertura antibiótica, fazer limpeza diariamente com soro fisiológico e curativo com alguma pomada cicatrizante. A ferida que abriu vai fechar por segunda intensão, ou seja, cicatriza de dentro para fora, ficando uma cicatriz mais espessada no local.

Outro possível efeito não esperado da cirurgia é quando há perda do retalho ou rejeição do enxerto, complicação também pouco frequente, mas que quando acontece causa transtorno ao paciente, pois requer muito mais cuidado, tendo que fazer reabordagem cirúrgica em alguns casos para retirar o tecido inviável e limpeza cirúrgica do local.

Quando o local da cirurgia é mais sensível como pálpebra e face próximo ao nariz, olhos e boca pode haver inchaço imediato e formação de hematoma, principalmente ao redor dos olhos, causando certa deformidade temporária, mas melhorando com o passar dos dias.

Muitas vezes há deformidades na face nos primeiros dias pós operatório. Isso é comum na maioria dos pacientes devido à manipulação cirúrgica nesse local tão delicado.  

O resultado estético na maioria das vezes é bem aceitável, apesar de haver grandes ressecções e reconstruções. No entanto, alguns pacientes não ficam tão satisfeitos, pois acham que não era exatamente aquilo que esperavam, mas, ao mesmo tempo, aliviados com a cura da doença. Felizmente quase todas as pessoas que operam e ficam livres do câncer saem muito agradecidos com o desfecho, pois o benefício da cura é muito maior que os riscos e sequelas do tratamento.

cuidados pós operatórios

Pacientes operados de câncer de pele normalmente saem de alta algumas horas após a cirurgia ou no dia seguinte, a depender do local e tipo de procedimento. Deve-se trocar curativo diariamente nos primeiros 2 a 3 dias. Após esse período, não precisa mais mantê-lo. Evite exposição solar nos primeiros 3 meses, sempre protegendo a área operada ao sair de casa. A cicatriz pode ser lavada com água corrente e sabonete neutro. Se houver formação de crosta ou saída de secreção, assim como deiscência (abertura parcial da ferida), informe ao seu médico.

Quanto a alimentação, deve-se evitar frutos-do-mar por 7 a 10 dias. Recebo sempre muita pergunta sobre a carne de porco e ovos, mas já vou logo respondendo que não há problemas com esses alimentos, estão liberados assim como os demais.  

Os pontos devem ser retirados com 10 dias se for cirurgia na face, mas em lesões próximas ao olho, podem ser em até 7 dias. Nas áreas de maior tensão, como couro cabeludo, tórax, ombros e braços, melhor postergar um pouco mais e retirar apenas com 15 dias.

Normalmente o retorno ao consultório deve ser em 2 a 3 semanas após a cirurgia, onde é avaliada a cicatriz cirúrgica e o resultado do exame histopatológico (biopsia). O seguimento ambulatorial é necessário em casos mais complicados, naqueles que requerem reconstruções maiores e doenças avançadas. Nos casos de cirurgias de lesões menores e mais simples, normalmente o paciente tem alta do consultório de cirurgia de cabeça e pescoço, no entanto, vai bem orientado a retornar caso haja necessidade, ou seja, em qualquer suspeita de recidiva ou outro tumor sugestivo de malignidade.

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